segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Contra o Tempo

Historicamente, um dos meus gêneros cinematográficos favoritos é a ficção-científica. Tudo bem, eu sei que esse tipo de produção é coisa típica de nerd - algo que não sou, pelo menos não totalmente - mas é fato que sempre gostei daquele tipo de filme que te faz viajar pra bem longe desse nosso muitas vezes chato mundo real.
O último filme de ficção realmente decente que tinha visto havia sido A Origem (2010), de Christopher Nolan. Nessa semana, vi o recente Contra o Tempo (Source Code, 2011) e já posso dizer que entrou para a minha lista de filmes favoritos do ano. O irônico nesse caso é que o filme é dirigido por um sujeito relativamente novato chamado Duncan Jones.
Como o longa é recente e muita gente ainda não viu, não vou contar maiores detalhes para não estragar a surpresa. Basicamente, o ponto de partida se dá quando o piloto do exército Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) acorda em um trem com destino a Chicago com uma garota estranha (no bom sentido, principalmente se tratando da atriz gatinha Michelle Monaghan) sentada de frente para ele, conversando como se o conhecesse. Ao entrar no banheiro, Stevens se dá conta que está no corpo de outra pessoa e fica confuso, até o momento em que uma explosão detona o trem e todos morrem. Contudo, Stevens vai parar em uma espécie de cápsula espacial com um monitor ligado em sua frente. A mulher na tela (Vera Farmiga, a psicóloga bonitinha de Os Infiltrados), vestindo trajes militares, lhe diz que está fazendo parte de uma missão que tem como objetivo descobrir onde estava a bomba que destruiu o trem - fato que havia ocorrido naquela manhã. A missão tem como base um experimento revolucionário que permite que Stevens viva os últimos oito minutos de vida de um dos que morreram no atentado. Agora, Stevens deve voltar quantas vezes seja necessário àquela cena até que descubra a identidade do terrorista.
Embora seja previsível em vários pontos - o final, inclusive - o que me atraiu em Contra o Tempo foi a idéia/teoria das realidades paralelas. Afinal de contas, Stevens estava voltando para o passado e mudando o destino ou viajando a diferentes dimensões? Acho que esse aspecto do filme me atingiu com maior intensidade justamente porque já pensei várias vezes nisso. Será que há algum lugar - dimensões, planos de existência, Universos, chame como quiser - em que existe um mundo similar ao nosso com nossas próprias contrapartes que fizeram escolhas diferentes? Embora o desfecho desminta um pouco essa teoria (droga, contei!), é uma coisa para se pensar.

Embora o ano ainda não tenha terminado, Contra o Tempo já é o meu filme favorito dos lançados em 2011.

Contra o Tempo - Source Code (2011) - trailer

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